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 Original - Deusas de Heavenly

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Yuri~
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MensagemAssunto: Original - Deusas de Heavenly   Sab Nov 19, 2016 4:20 pm

Sinopse: Vivemos em um mundo onde cada pessoa é capaz de se transformar em uma determinada criatura mitológica. Um lugar onde a paz e a ordem existem graças a presença das Deusas. Mas em Heavenly, a cidade dos segredos, isso não durará por muito mais tempo.
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Título: Deusas de Heavenly
Escritora: Tsukikage Yuri
Capítulos: ??
Episódio 1: Deusa adormecida
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Heavenly, uma cidade em que visitá-la é praticamente um dever. Ela é o símbolo dos pontos turísticos, sendo o mais encantador e misterioso deles. E é exatamente pra lá que eu fui. Mas bem, você não sabe quem eu sou, certo? Me chamo Mei Lin, tenho apenas 17 anos e estou em busca de aventuras. Bastante clichê, eu sei, mas é a pura verdade. Visitar essa fantástica cidade sempre foi um dos meus objetivos, eu só me adiantei um pouco. Era o meu primeiro dia naquele vasto lugar, olhava encantada para cada canto ao redor. Estava tão distraída que nem me dei conta de que um garoto havia saído de uma loja e acabamos trombando um no outro.

_ Oh, me desculpe._ falei enquanto o olhava, ele parecia apressado.
_ Acho melhor você ir embora antes que se envolva.
_ Hã? Me envolver? No quê?
_ É ele! Olhe, está acompanhado por uma garota!
_ Deve ser a cúmplice dele! Peguem-nos!
_ Mas o quê?_ questionei enquanto o garoto me puxava.
_ Não dá pra explicar agora, só corre!

Ficamos cerca de 30 minutos correndo, muito. Muito mesmo. Quando tudo havia passado, nos encostamos em um muro e respiramos ofegantes.

_ Agora pode... me contar... o que aconte... ceu?
_ Fui pedir uma informação para aqueles caras, eles me responderam. Mas o que não disseram antes é que não era de graça.
_ Uma informação? Sobre o quê?
_ O paradeiro da Deusa Victoria._ eu o olhei muito surpresa.
_ A Deusa Victoria?! Aquela da lenda?!
_ Ah, então você também conhece?
_ Claro, todos conhecem! Uma história de amor entre a Deusa e o Dragão que acabam lutando e ela teve que selá-lo para proteger a cidade.
_ Exatamente, mas há coisas que as lendas não contam.
_ Hã? Que coisas?
_ Como o Dragão Arthur era terrivelmente ardiloso.
_ O que quer dizer?
_ Arthur nunca amou Victoria._ eu o olhei assustada.
_ Como você sabe disso?
_ Porque eu vivi essa época. Vi com meus próprios olhos o poder do ódio daquele Dragão.
_ Deve ter sido horrível...
_ Mas o pior ainda está por vir. Existem pessoas que estão tentando destruir o selo para acordá-lo.
_ O quê?!_ dessa vez, me movi bruscamente, olhando-o fixamente.
_ Você já deve imaginar o que vai acontecer se Arthur despertar novamente. Por isso estou procurando Victoria, para acordá-la e impedir que toda a destruição se repita.
_ Está certo. Eu vou te ajudar então..._ me interrompi, procurando uma forma de chamá-lo.
_ Me chamo Henrick._ ele sorriu.
_ Sou Mei Lin._ sorri na mesma intensidade.
_ Mas o que está fazendo em Heavenly?
_ Decidi explorar um pouco o mundo. A vida é muito curta para ficarmos presos em uma vila.
_ He, você tem razão. Tem certeza de que vai mesmo me ajudar? Será uma missão bastante complicada.
_ Gosto de desafios. E agora que falei, não há mais volta.
_ Tudo bem, então vamos. Segundo a informação daqueles homens, o paradeiro da Victoria fica no leste.
_ Ok.

Poucas horas de caminhada depois, encontramos uma caverna rodeada de flores que gotejavam sem parar. A caverna era iluminada por fora e totalmente escura por dentro.

_ Já não chove há semanas. Como...
_ O que querem aqui?_ uma jovem garota saiu da escuridão.
_ Viemos despertar a Deusa Victoria._ sério.
_ Henrick, não foi direto demais?_ o cutuquei levemente.
_ Mas é a verdade.
_ Vocês acham que as Deusas são algum tipo de brincadeira? Vão embo..._ a jovem se interrompeu ao me ver sair de trás de Henrick._ Você...
_ Huh? Por acaso já nos vimos antes?_ perguntei confusa.
_ Não... Não, devo ter me confundido. Em todo o caso, vão embora daqui.
_ Me desculpe insistir, mas é um caso urgente! Pessoas ruins estão tentando acordar o Dragão Arthur!
_ Acordar Arthur? Isso é impossível, afinal foi minha mestra quem o selou.
_ Há garantia de que nenhum ser vivo pode quebrar este selo?_ ele perguntou com um leve sorriso no rosto.
_ Olhem, não importa o que digam, não vou acordar a minha mestra por causa de qualquer boato. Vão embora e não voltem mais._ a jovem adentrou a escuridão novamente.
_ Bem, nós tentamos..._ ele começou a caminhar devagar, indo embora.
_ Espere, não me diga que vai desistir assim?
_ Você ouviu o que ela disse, não podemos acordá-la.
_ Você mesmo me disse mais cedo que seria uma missão complicada, e eu estou disposta a ajudar. Mas de nada adianta se for apenas eu em vez de você, aquele que começou tudo!
_ Mei Lin...
_ Olha, eu sei que tudo isso complicou ainda mais as coisas. Mas deve haver outra solução. Vamos achar outra pessoa ou uma arma que seja capaz de detê-lo, ok?_ ele sorriu, concordando com a cabeça.

E caminhamos por mais algumas horas. Foi um tempo que correu bem depressa, conversamos sobre muitas coisas. Também nos conhecemos melhor e descobrimos coisas que temos em comum.

_ Então você aprendeu a usar uma lança quando era uma criança?
_ Sim, aprendi sozinha. Meus pais não queriam me ensinar de jeito nenhum.
_ Eu também, mas prefiro as espadas.
_ Acho lanças mais fáceis de manusear.
_ Os ataques de espada são mais efetivos.
_ Nem sempre. Se a lança pegar em um determinado ponto, o...

Antes que eu pudesse terminar a minha frase, uma criatura terrível surge na nossa frente. Tinha pelos negros que voavam com o balançar do vento, dentes que pareciam rasgar minha pele só de olhar e garras que pareciam perfurar até o mais duro dos metais. Era um Fenris.

_ Trazer Victoria de volta não garantirá a salvação._ o lobo rosnou em meio as palavras.
_ Mas o quê..._ eu recuei, assustada.
_ Fuja, Mei Lin. Eu vou segurá-lo._ ele retirou uma espada e, repentinamente, foi arrastado para longe pelas garras da criatura.
_ Henrick... HENRICK!!_ a criatura foi embora rapidamente, enquanto eu pensava em uma forma de salvá-lo._ Tem que ter um jeito. Tem que ter um jeito. Tem que ter um..._ olhei para o chão, observando várias pétalas ao meu redor._ Deusa Victoria!

Não pensei nas consequências, não pensei em nada. Estava apenas com Henrick na minha cabeça e a decisão de salvá-lo a qualquer custo. Corri, parecia voar de tão rápida. Com a caverna a minha frente e as gotas de suor caindo pelos meus cabelos, a jovem veio me receber novamente.

_ Já lhe disse para não voltar aqui.
_ Sinto... interrompê-la... nova... mente._ respirei fundo e a olhei nos olhos._ Meu amigo acabou de ser raptado por um Fenris, uma das pessoas que vão acordar Arthur._ a garota me olhou surpresa, mas logo voltou a sua expressão normal.
_ Não posso acordar minha mestra por um motivo tão...
_ Eu sei que é algo que vocês não tem nada a ver, o amigo é meu, óbvio. Mas não sei a quem recorrer, não sou forte o bastante para enfrentar um Fenris sozinha, não ainda. Então por favor, eu peço que resgate ele.

A garota me olhou por longos segundos, rolando uma pequena lágrima do seu olho esquerdo. Enxugou-a com um sorriso no rosto.

_ Está bem, eu vou acordar a mestra para você e por você.
_ Muito obrigada.
_ Me dê a mão e não solte em hipótese alguma, é muito fácil se perder nessa escuridão.
_ Oh, certo.

Caminhamos por toda a caverna e paramos em determinado ponto, um lugar que era completamente iluminado e rodeado por flores e algumas gotas de água que caíam sobre o rosto de uma bela jovem.

_ Ah..._ olhei surpresa para tudo.
_ Essa é a Deusa Victoria, minha mestra.
_ Ela é linda...
_ Sim..._ a jovem passou uma das mãos por cima do rosto da garota adormecida, sem tocá-lo. Alguns segundos depois, a mesma passou a piscar e levemente abriu os olhos, parando-os em mim.
_ Ah, s-sinto muito por interromper seu sono..._ me desculpei, envergonhada.
_ Não se culpe, jovem. Você deve ter um grande motivo para me acordar, certo Chandra?_ direcionou os olhos para a outra.
_ Sim, mestra. O amigo desta jovem foi raptado por pessoas que estão tentando quebrar o selo de Arthur.
_ Oh, isso é bem difícil. Aquele selo foi feito especialmente para libertá-lo de toda a dor.
_ Um selo feito para libertar uma pessoa?_ minha pergunta fez a Deusa se sentar e me olhar fixamente.
_ Qual o seu nome, jovem?
_ Sou Mei Lin, senhorita._ respondi, segurando as mãos.
_ Me chame de Victoria. É um prazer, Mei Lin._ sorri.
_ I-igualmente, Victoria... "Que vergonha..."
_ Bem, Mei Lin precisa de ajuda então vamos ajudá-la. Sabe aonde seu amigo foi levado?
_ O Fenris o levou para o sul.
_ Certo. Chandra, por quanto tempo eu dormi?_ se levantando e caminhando para fora.
_ Por 10 anos, mestra.
_ Entendo... Bastante coisa deve ter mudado nesse tempo, não? Se sentiu solitária, Chandra?
_ Não, mestra. Estávamos juntas, afinal._ a Deusa sorri.
_ Sim, tem razão._ se virou para me olhar._ Você vai na frente, Mei Lin. Afinal, seu amigo corre perigo e você deve alcançá-lo.
_ Certo!

Saímos juntas da caverna, que agora estava totalmente iluminada e coberta por flores no interior. Começamos a caminhar em direção a trilha que o Fenris fez.

_ Então, o que faz em Heavenly, Mei Lin?
_ Vim explorar, apenas isso._ sorri.
_ E o que a fez tomar essa decisão?
_ Desculpe, mas gostaria de evitar essa pergunta, se possível.
_ Claro, perdoe-me.
_ Não, eu que peço desculpas._ caminhei olhando para baixo, sem perceber o que estava a minha frente._ O que é isso?
_ Parece que chegamos ao nosso destino._ automaticamente olhei para cima, encontrando uma enorme rocha a minha frente. Podia ouvir uma voz abafada vir de lá, então a escalei sem dar ouvidos aos avisos das garotas.
_ Muei..._ o garoto tentou dizer meu nome enquanto estava com um pano na boca.
_ Sou eu, desculpe a demora. Consegui ajuda._ o libertei do tecido.
_ Mei Lin, está tudo bem?_ subindo a rocha.
_ Está sim, Victoria. Encontrei meu amigo!_ sorri.
_ Para onde foi o Fenris?
_ Ele me largou aqui e foi embora.

A Deusa olhou desconfiada para Henrick, que sorria ao vê-la.

_ Você é tão bonita quanto descrevem as lendas, Deusa Victoria.
_ Muito obrigada, jovem.
_ Me chame de Henrick, por favor.
_ E a mim de Victoria.
_ Certo._ sorri.
_ Chandra, venha aqui._ a Deusa sussurrou para a guardiã.
_ Sim, mestra. O que é?
_ Esse garoto... Henrick. Não gosto da aura dele, observe-o para mim.
_ Sim, mestra._ a Deusa continuou encarando-o.

--------------------------------------------------------------------------------------[continua]

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MensagemAssunto: Re: Original - Deusas de Heavenly   Dom Dez 04, 2016 4:28 pm

Terminei agora de ler o capítulo!
Achei que o enredo da história está interessante, mas aconteceu tudo muito depressa. Achei que o Henrick lhe contou o que estava a tentar fazer muito rapidamente, sendo que ele não a conhecia de lado nenhum. E acho também que ela aceitou tudo muito facilmente, sem questionar nada. Eles acabaram de se conhecer, como podem acreditar e confiar um no outro sem qualquer tipo de reserva? Pareceu-me muito precipitado. Não só o encontro deles como o aparecimento do Fenris e o acordar da Deusa. Acho que aconteceu tudo muito depressa. Percebo que tivesses uma ideia do que querias que acontecesse no primeiro capítulo, mas as coisas às vezes têm de acontecer de forma mais lenta.
Isso e, se vais passar a escrever em prosa, acho que precisas de melhorar um pouco as descrições do que cada um está a fazer enquanto fala e de especificar mais vezes quem está a falar. Porque, numa situação em que vários personagens estão a dialogar, como aconteceu neste capítulo, é fácil perderes a noção de quem está a dizer o quê. Por isso acho que devias indicar mais vezes quem está a falar.
E é tudo! Quero ler mais~

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MensagemAssunto: Re: Original - Deusas de Heavenly   Ter Jan 17, 2017 7:45 pm

Trazendo um novo capítulo depois de tanto tempo~
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Título: Deusas de Heavenly
Escritora: Tsukikage Yuri
Capítulos: ??
Episódio 2: Um passado não tão distante
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10 anos atrás... Esse não parecia ser o período em que fiquei adormecida. E o motivo deve ser exatamente por não ter feito parte deste tempo. Antes de cair em um sono profundo por vontade própria, era apenas eu, Chandra, que era apenas uma criança na época (bem habilidosa, por sinal) e o povo da cidade. Já não consigo contar quantos anos faz desde que passei a morar em Heavenly, mas isso não importa. Quando passo a relembrar dessa época, consigo pensar apenas em Arthur. Éramos tão unidos e agora somos tão distantes... Lembro-me do dia em que recebi o pedido de ajuda dos moradores.

_ Deusa Victoria!
_ Por favor, a senhorita precisa nos ajudar!
_ Acalmem-se, minha mestra está vindo._ disse a pequena Chandra, tentando controlar o povo. Eu saí de meus aposentos no templo e os recebi.
_ Estou aqui. O que querem de mim?
_ Por favor, Deusa Victoria! Imploramos que a senhorita mate o Dragão Arthur!
_ Arthur? O terrível dragão que vive na montanha mais alta?_ indaguei.
_ Ele mesmo! Está queimando nossos alimentos, comércios, assustando nossas crianças... Estamos com medo de que ele se revolte ainda mais e tememos o pior!
_ Por favor, mate-o!
_ Mate-o, Deusa Victoria!
_ Nós imploramos!
_ Fiquem quietos e respeitem a minha mestra!_ eu olhei para Chandra e a agradeci com um sorriso.
_ Lembram-se qual é o meu nome?
_ Sim. É Deusa Victoria.
_ Errado. Sou a Deusa Cythera, este corpo se chama Victoria. Esqueceram que promovo o amor e não a morte?_ o silêncio absoluto se formou._ Irei cuidar deste problema, pois não posso deixar que ninguém se machuque.
_ Oh, que a senhorita seja louvada! Somos gratos a ti!_ eu sorri em agradecimento.
_ Agora vão e cuidem de suas crianças.

Enquanto todos voltavam para suas casas, direcionei meu olhar para Chandra, que ainda continuava exaltada.

_ Qual o problema, Chandra?
_ Essas pessoas continuam te pedindo coisas que não deveriam! Por que não vão procurar Sekhmet por aí?_ emburrada.
_ Eles estão apenas assustados procurando por ajuda, não se chateie por isso._ a pequenina me olhou com um sorriso.
_ A senhorita é tão boa, mestra._ eu sorri em resposta.
_ Sei que está cansada, mas poderia me ajudar a arrumar minhas coisas?
_ Hã? O que a senhorita vai fazer?
_ Estou indo para a montanha agora, conversarei com o Dragão Arthur.
_ Agora?! M-mas...
_ Não se preocupe, vai ficar tudo bem. Preciso que você cuide bem do templo, posso contar contigo?
_ Sim, mestra! Sou o seu braço direito!_ a garota se curvou e eu sorri.
_ Obrigada, Chandra.
_ Vou agora mesmo arrumar seus pertences._ a pequena correu para meu quarto, levando uma grande bolsa nas costas. Depois de alguns minutos, a mesma voltou caminhando com dificuldade._ Aqui está, mestra.
_ Chandra, não vou passar um mês lá...
_ Mas se algo acontecer? É preciso estar prevenida para tudo._ fechei os olhos e suspirei, sabia que ela seria uma ótima guardiã.
_ Muito obrigada, Chandra._ agradeci, pegando a enorme bolsa de suas mãos._ Estou indo agora.
_ Espere, a senhorita não vai comer nada?
_ Eu ficarei bem, espero que se cuide enquanto estou fora._ saí logo depois, acenando rapidamente.

A montanha mais alta ficava a algumas horas do meu templo, seria uma longa caminhada e chegaria apenas depois do pôr do sol. E foi exatamente assim. Felizmente não encontrei obstáculos no caminho, mas estava cansada. Me lembrei da enorme bolsa que Chandra montou especialmente para mim. A abri, curiosa, encontrando alguns pães e garrafas de vidro com água. Sorri, ela realmente é uma boa guardiã. Caminhei enquanto me alimentava e encontrei uma entrada para uma caverna. Estava bastante escuro lá dentro. Me aventurei e devagar andentrei a mesma, logo avistando uma fogueira e um rapaz deitado, virado de costas para o fogo.

_ "Este deve ser Arthur. Vou observar o comportamento dele por alguns dias."

Esses alguns dias viraram semanas rapidamente, Chandra devia estar preocupadíssima me esperando no templo. Porém, nesse tempo, percebi o quanto o rapaz era extremamente nervoso e impaciente. Recusava elogios, oferendas ou qualquer coisa do tipo. Ele gostava de estar só, ou pelo menos era o que aparentava. Mas também percebi o quanto ele era perturbado pelas crianças da cidade. Odiado por muitos. Talvez fosse por isso que a solidão era a melhor solução. Enquanto pensava em uma maneira de resolver a situação sem me envolver muito, ouvi a voz dele me chamando.

_ Por quanto tempo mais irá me observar? Apareça de uma vez._ surpresa, eu saí de trás das rochas._ Quem é você?_ indagou, me olhando com indiferença.
_ Sou uma camponesa, vim representar os moradores da cida..._ antes que eu pudesse terminar, o rapaz deu um soco na parede, próximo ao meu rosto.
_ Vá embora, não quero nenhuma relação com aqueles vermes._ disse, virando-se de costas para mim.
_ Sinto muito, mas não posso ir até cumprir o meu dever._ me sentei no chão, decidida.
_ Eu disse para ir embora._ ele se virou novamente, me encarando com raiva.
_ E eu disse que sinto muito._ o encarei de volta, porém, com calma.
_ Tsc! Faça o que quiser, só não me envolva em problemas._ o rapaz se deitou no chão, de costas para mim.
_ Nesse caso, não preciso fazer nada.
_ O que disse?!_ ele se virou rapidamente, trincando os dentes.
_ O modo como ambos os lados se tratam é o problema da relação entre vocês. Ninguém quer ceder, nem por um momento. O que o senhor acha de...
_ Cale a boca._ ele se deitou novamente e dormiu. Suspirei.
_ Isso vai ser difícil... Chandra terá que ter paciência._ me virei, preparando-me para dormir.

Dias, e logo depois semanas foram se passando. Arthur continuava firme em sua decisão de não se envolver com os moradores, e os mesmos também não queriam se aproximar do rapaz. Estava começando a ficar preocupada, logo fariam 3 meses desde a minha partida. Até que tive uma pequena ideia de como unir todos eles e talvez até torná-los mais próximos. Como a Deusa Cythera, representante do Amor, deveria resolver este problema. Porém, saindo um pouco dos meus princípios e talvez seguindo um pouco os caminhos de Sekhmet. Esperava que Cythera não se aborrecesse comigo. Enfim, o plano já estava sendo arquitetado. Nenhum dos lados sabia de nada do que eu planejava. Para ambos, era um dia normal novamente, ensolarado e sem sinais de chuva. O rapaz, como todos os dias, olhava pela caverna o mundo afora. Já os moradores, trabalhavam em suas lojas. De repente, uma nuvem extremamente escura surgiu acima de todos e uma chuva intensa comecou a cair. Todos correram assustados quando raios e trovões apareceram. Uma das lojas foi atingida por um raio e começou a pegar fogo, mas eu sabia que ela já estava vazia. Porém, o morador começou a ficar desesperado. Ele gritava preocupado com as mercadorias. Vendo todo esse desastre acontecendo, o rapaz ficou aparentemente entediado e se deitou no chão.

_ Com licença, mas não acha que poderia ajudá-los?_ perguntei.
_ Já lhe disse para calar a boca e não me envolver em problemas.
_ O senhor não liga de ser tratado assim? Não quer fazer algo para mudar e a eles também?
_ Eu não dou a mínima para aqueles insetos medíocres e hipócritas._ ele revirou os olhos. E pela primeira vez, eu me exaltei.
_ Sabe que sou um deles também! Me acha medíocre e hipócrita?! Sou um inseto que merece ser pisado?!_ disse com uma voz firme. O rapaz me olhou surpreso. Depois de alguns segundos, ele voltou a falar.
_ Eles pisam em todos que são diferentes, estou apenas dando o troco.
_ Nem todos são assim, existem pessoas boas. Assim como existem dragões maus, e o senhor._ disse sorrindo. Ele me olhou surpreso mais uma vez, se levantou e olhou para o estado da cidade.
_ É, a situação não é das melhores._ suspirou._ Ok, eu vou ajudá-los._ eu sorri._ Mas você vem comigo._ eu o olhei surpresa.
_ Eu? Mas no que posso ajudar?_ para ele, era apenas uma camponesa. Não possuía poderes nem coisas parecidas.
_ Qual a sua criatura mitológica? Dependendo do que for, pode ser útil.
_ É..._ esqueci desse detalhe. Todos são capazes de se transformar em uma criatura. Todos menos as Deusas._ Acho melhor não contar comigo, minha criatura não é útil em combates, resgates e coisas do gênero._ eu ri meio sem graça, ele me olhou desconfiado mas pareceu ter acreditado.
_ Do mesmo jeito, você vem._ ele me puxou pela cintura e logo depois se transformou em um dragão.
_ E-ei!_ sem querer olhei para baixo e a vista era incrível. Exceto, claro, pelo incêndio da loja._ A vista daqui é maravilhosa...
_ Desça e tente ajudar os moradores a evacuar, eu vou conter as chamas._ o rapaz disse entre grunhidos.
_ Ok._ ele aterrissou próximo a loja e eu desci rapidamente. Logo depois, o rapaz voou alto novamente e sugou o fogo em apenas alguns segundos.
_ Ahh, ele vai nos queimar!
_ Nós vamos morrer!
_ Nos proteja por favor, senhorita!_ os moradores gritavam assustados.
_ Fiquem calmos, ele veio ajudar._ eu sorri.

Depois de sugar as chamas, o rapaz as engoliu como se fossem água. Todos lhe olharam surpresos e assustados. Até que um dos moradores deu um passo a frente e aplaudiu, sendo seguido por vários logo depois. Houve uma pequena comemoração onde reuniram comida e todos os moradores da região.

_ Ele não é como pensei, é gentil.
_ As pessoas mudam._ concluí.
_ Mas tudo isso é graças a você, senhorita.
_ De nada adiantaria se ele não tivesse vontade._ eu o olhei e nossos olhares acabaram se encontrando. Eu me virei, corada.
_ Hm. Algo aconteceu durante esse período?_ a moradora perguntou com um sorriso desconfiado.
_ Não...
_ Não é o que parece. Você está apaixonada?
_ O-o quê?! Apaixonada?! Eu?! Não...
_ Sabe senhorita, a felicidade é para todos. Independente se são Deusas ou não._ ela disse sorrindo.

Ao ouvir aquilo, eu olhei novamente para o rapaz. Ele estava sentado em um banco, comendo. Naquela época, eu não acreditava que havia me apaixonado. Mas agora que penso, era evidente que sim. Não sabia se era por conta do tempo que passamos juntos, as brigas, os sermões ou tudo. É, talvez tenha sido tudo. Mas mesmo que tivesse aceitado esses sentimentos, eu não poderia. Afinal, tenho deveres como Deusa e isso é o mais importante. Apenas esqueceria aquilo e voltaria para o templo. Porém, não imaginava o que estava prestes a acontecer.

_ Pessoal, vamos saudar a Deusa Victoria! Afinal, foi ela quem começou tudo!_ a jovem apontou para mim e eu fiquei estática na hora.
_ Deusa?_ o rapaz me olhou confuso e, em um movimento rápido, agarrou minha mão e me levou para um lugar sem ninguém._ Quem realmente é você?_ respirei o mais fundo que podia e o respondi.
_ Sou Victoria, carrego o poder e a missão da Deusa Cythera._ disse encarando-o nos olhos. O rapaz suspirou e olhou ao redor, como se procurasse algo para dizer._ Não precisa se preocupar. Já completei a minha missão então estou indo embora._ quando estava prestes a dar um passo, senti sua mão agarrar o meu braço e me virei para ele.
_ Não vá.
_ O quê?_ olhei-o surpresa. Imaginava se ele sentia o mesmo.
_ Fique aqui, comigo._ me surpreendi ainda mais. Olhei para o chão, procurando como dizer o que deveria.
_ Sinto muito, mas não posso. Tenho deveres a cumprir como Deusa e preciso voltar para meu templo, minha guardiã está preocupada.
_ Eu entendo._ ele olhou para o chão, triste. Eu segurei em seu rosto e olhei em seus olhos.
_ Eu prometo vir lhe ver._ ele sorriu e, em resposta, me beijou na testa.

Depois da comemoração, havia voltado para o templo. Chandra me inundou de perguntas, estava muito preocupada. E a partir da manhã seguinte, passamos a nos encontrar todos os dias. Passávamos o tempo na caverna conversando, rindo, pensando no futuro... O último era o que mais me preocupava. Como uma Deusa, eu sou eterna. A menos que outra Deusa tente me matar ou usem a famosa Rosa do Deserto, feita especialmente para mim. Essa planta é muito rara, então nunca me preocupei com ela. Trata-se de uma rosa extremamente venenosa. Enfim, eu viveria enquanto acompanharia Arthur envelhecer e morrer. Não aguentaria isso, mas também não aguentaria deixá-lo. Ele dizia que seríamos felizes, independente do tempo que teríamos juntos. Os anos foram passando e realmente vivíamos alegres. Porém, tudo isso não durou muito tempo. Nos últimos meses que passamos juntos, Arthur ficou arrogante e violento. Atacava a cidade, que tívemos tanto trabalho para garantir a paz.

_ Arthur, o que está acontecendo? Não se preocupa mais com a cidade?
_ Eu não ligo para a cidade, não ligo para ninguém!
_ Nem para mim?_ eu o olhei no fundo dos olhos.
_ Nem pra você._ surpresa, corri e fui embora. Naquele momento, não havia percebido pois estava angustiada e confusa. Mas aquele não era o Arthur que eu conhecia. Ele era um rapaz gentil, protetor e amoroso do jeito dele. Nunca me diria uma coisa dessas. Até que, no meio da noite, fui surpreendida por um morador que foi até meu templo em busca de ajuda. Ele dizia que Arthur estava queimando a cidade. Apenas sai correndo até lá. Queria ver com meus próprios olhos para poder realmente acreditar. E quando cheguei, fiquei paralisada. Ele estava soltando enormes rajadas de fogo em cima de tudo. Casas e lojas foram perdidas.
_ Arthur! O que está fazendo?!_ gritei.
_ Victoria... Vá embora! Não quero lhe machucar!_ grunhiu enquanto liberava suas chamas.
_ Arthur... Não vou lhe deixar!
_ Vá embora!_ gritou._ Apenas vá...

Eu o olhei no fundo dos olhos, determinada, e apaguei as chamas. Ele me olhou surpreso, afinal era a primeira vez que estava usando meu poder. O encarei e perguntei.

_ O que está acontecendo? Eu quero te ajudar!
_ Victoria, me mate._ dei um passo instintivo para trás, fiquei surpresa com aquilo.
_ Por que... O que está havendo? Me deixe te ajudar!
_ Não tem jeito, ok? Fui afetado por um feitiço, não sei por quanto tempo posso controlar meu poder!
_ Não... Não, não pode ser. Tem que ter outro jeito. Eu vou achar um jeito e vou te salvar...
_ Victoria!_ ele me interrompeu, gritando meu nome._ Está tudo bem._ lágrimas começaram a cair do meu rosto._ Faça.
_ Não... Eu não vou te forçar a sair deste mundo!_ neste momento, criei uma enorme bolha de água e envolvi Arthur nela. O rapaz me olhou surpreso e acabou dormindo. Ele estava selado e eu não sabia por quanto tempo ficaria ali. Movi a grande bolha para a caverna em que ele vivia.
_ Senhorita Victoria, está tudo bem?_ uma jovem moradora me perguntou, preocupada.
_ Vocês estão seguros agora._ sorri, caminhando com dificuldade até meu templo.
_ Mestra, a senhorita está pálida. Está tudo bem?_ a jovem guardiã perguntou, preocupada.
_ Chandra, Arthur está selado.
_ Mestra...
_ Eu quero dormir também, como ele. Não quero ver isso. Por favor, me leve para algum lugar onde não tenha ninguém._ pedi, chorando.
_ Está tudo bem, mestra. Eu vou ajudá-la._ a garota disse, acariciando meus cabelos.

Caminhamos por algum tempo, não tenho ideia do quanto mas chegamos rápido. Era a caverna em que eu dormiria por tantos anos, cercada por flores e gotas de água que nunca cessavam. Me deitei em uma grande rocha e olhei para Chandra uma última vez.

_ Me desculpe por envolvê-la em algo assim. Me acorde se precisar de ajuda.
_ Não se preocupe com isso, mestra. Vou proteger a senhorita com a minha vida.
_ Não se esforce demais, minha pequena guardiã._ sorri e logo depois cai em sono profundo.

E por 10 anos, Chandra viveu me protegendo de qualquer ameaça. Foram longos anos para ela, eu imagino. Mas agora, finalmente fui despertada. Sou necessária mais uma vez.

--------------------------------------------------------------------------------------[continua]

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