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 [One-shot] A Promessa

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MensagemAssunto: [One-shot] A Promessa   Qui Ago 04, 2016 11:41 am

Okay, esta não é a minha nova fanfic, é apenas uma one-shot que criei há já bastante tempo e que nunca coloquei aqui. É uma pequena história de romance e, uma vez que é uma one-shot, é de leitura rápida, mas espero que gostem ^w^


------- A Promessa -------


    Não pude acreditar no que ouvi.
    Foi tudo tão de repente, tão inesperado. Não sabia como reagir. A princípio pensei que fosse uma piada, uma brincadeira de mau gosto. Mas acabei por perceber que não o era.
    Olhei atentamente para o rosto dela. Parecia realmente preocupada comigo e a forma como eu iria lidar com o sucedido. Além disso, vendo a forma ofegante como respirava, diria que percorreu toda a escola apenas para me contar aquilo.
    Era tudo verdade. Tudo.

    Fiquei ali especada em frente a ela, sem saber como reagir. Apesar de todas as tentativas por parte da Liz para que reagisse, dissesse algo, sequer pestanejasse, acabei por não fazer nada. Queria chorar, mas ao mesmo tempo ser forte, mostrar que conseguia aguentar, então não tive coragem de chorar à frente dela, por mais amigas que fôssemos. Não fui capaz.
    A minha escapatória à situação foi desviar o olhar dos olhos preocupados da Liz que não me deixavam qualquer dúvida de que aquilo que me tinha dito era verdade. Ignorei-a por completo, e comecei a correr com todas as minhas forças em direção a minha casa. Consegui ouvir a Liz a chamar pelo meu nome, a dizer-me que estava ali para mim e a pedir-me que falasse com ela, mas não hesitei nem por um momento e continuei a correr pela escola fora. Precisava de estar sozinha, e aquele não era o melhor lugar para isso. Não, nem por sombras. Era mesmo o pior lugar de todos. O lugar onde o tinha visto pela última vez.

    Entrei de rompante em minha casa. Passei a correr pela cozinha, desde onde pude ouvir a minha mãe a dar-me as boas vindas a casa, sem obter resposta. Passei pela sala onde se encontrava o meu pai sentado confortavelmente no sofá a ler o jornal, tal e qual como todos os dias.
    Geralmente costumo apreciar os momentos em família, em que posso desfrutar da presença do meu pai e da minha mãe e fazer algo em conjunto com eles, falar com eles. No entanto, este não era um desses dias. Sabia que os ia deixar a ambos preocupados com a minha atitude e que eles iam querer saber o que se passava comigo, mas sabia também que respeitavam a minha privacidade e neste momento precisava muito dela.
    Subi as escadas o mais depressa que pude e fechei-me no meu quarto.
    Ele estava tal e qual como o tinha deixado, arrumado e limpo como gostava, com a minha cama feita e agradavelmente decorada com almofadas e peluches de várias cores, o que a tornava bastante acolhedora e confortável.
    Descalcei os meus ténis e deitei-me na minha cama, agarrada ao meu peluche preferido, a pensar em tudo aquilo que a Liz me tinha dito.
    Como seria possível que depois de tudo o que passámos, depois de toda a confiança que depositámos um no outro, o meu melhor amigo desde sempre decidisse ir embora assim? Sem me dizer nada?
    Estava seriamente a tentar perceber a lógica por trás disto tudo. Do porquê do Miles ter dito à Liz que ia viver para o estrangeiro sem me ter dito nada primeiro. Pior que isso, ele nem sequer o estava a pensar fazer, porque, segundo a Liz, ele nunca mais iria à escola devido à correria que tem sido organizar toda a viagem e arrumar as coisas. Ele precisava de tempo para colocar tudo em ordem, então um dos nossos professores iria avisar-nos no dia seguinte de que o Miles não iria voltar a aparecer naquela escola.
    Porquê? Porquê tão de repente?

    À medida que remoía tudo isto na minha cabeça, uma e outra vez, tentando desesperadamente arranjar uma razão para esta situação, apercebi-me de que me caíam lágrimas pelo rosto. Era inevitável. Afinal, senti que tinha perdido uma das pessoas mais importantes na minha vida, sem nem mesmo ter a oportunidade para me despedir.
    Agarrei no meu peluche com ainda mais força, e permiti que as lágrimas caíssem livremente.

    Após bastante tempo passado a chorar, acabei por adormecer. Estava cansada emocionalmente. A notícia que a Liz me deu deixou-me em estado de choque, sem falar na correria que dei da escola a casa, e do tempo que estive a chorar. Precisava mesmo de descansar.
    O meu sono acabou por ser interrompido pelo som de alguém a bater à porta do meu quarto. Era a minha mãe. Ela entrou com um tabuleiro que continha a sua sopa caseira que tanto adorava, bem como sumo de laranja natural, feito também por ela.
    A minha mãe colocou o tabuleiro à minha frente, sentou-se à beira da minha cama e disse, com um sorriso carinhoso:
- Fiz-te a tua sopa preferida, vai fazer-te sentir melhor.
- Obrigada, mãe – respondi, pegando na colher e começando a comer a sopa calmamente. Eu sabia que a minha mãe não estava ali só para que eu me alimentasse, ela estava à espera que lhe contasse o que aconteceu. Geralmente, contar-lhe as coisas deixava-me mais feliz, até porque ela tinha sempre algum bom conselho para dar, mas hoje não estava mesmo nos meus dias.
- Vais contar-me o que aconteceu ou vou ter de te fazer falar? - perguntou ela.
    Desviei o olhar da sopa e olhei-a nos olhos. Ela estava séria. Queria mesmo que falasse.
    Suspirei, limpei a boca com um guardanapo e contei-lhe tudo o que tinha acontecido. O Miles, o meu amigo de infância e melhor amigo desde sempre, ia viver para o estrangeiro e por alguma razão, não me tinha sido capaz de o dizer na minha cara. Em vez disso, contou à minha melhor amiga, que me veio contar a mim. Não sei detalhes nenhuns. Fiquei tão chocada que fui incapaz de perguntar mais alguma coisa em relação ao assunto, para onde ele ia viver, quando partia...
    A minha mãe disse-me para manter a calma e tentar esclarecer as coisas, para ir falar com ele. Ao que respondi:
- Mãe, o Miles é racional, há sempre uma razão para tudo o que ele faz e, após todo este tempo a refletir sobre isto, a única explicação lógica a que cheguei foi que, se ele não veio falar comigo, então é porque não o queria mesmo fazer.
- Acreditas mesmo nisso? - perguntou ela – A mim parece-me que ele simplesmente não foi capaz de to dizer, todo nós temos as nossas fraquezas. A dele, és tu. Vocês fariam tudo um pelo outro, e ele seria incapaz de te magoar, pelo menos intencionalmente. Sabes disso.
    Dizendo isto, a minha mãe levantou-se e deixou-me sozinha no meu quarto, a terminar a minha sopa. Refleti acerca do que ela me disse à medida que ia comendo a minha sopa. Ela tinha razão. Eu faria tudo pelo Miles, afinal, ele era uma das pessoas mais importantes na minha vida. Sim... tal como ele faria tudo por mim, certo? Éramos inseparáveis, sempre o fomos, contávamos tudo um ao outro. Então porquê deixar-me a saber disto apenas pela boca de outra pessoa? Eu devia ter sido a primeira a saber... certo?
    Geralmente sou bastante corajosa, bastante frontal. Numa situação normal, teria ido ao encontro da pessoa em questão, ou pelo menos ter-lhe-ia ligado a pedir satisfações e poder assim resolver o assunto. Mas... isto era diferente. Tratava-se do Miles. Por alguma razão que desconhecia sentia-me incapaz de sequer lhe ligar, mandar uma mensagem.
    Suspirei. Não conseguia perceber que sentimento era aquele. Seria medo? Sim... medo de perder alguém tão importante para mim. Mas então... porque é que sentia que daquela vez era diferente? Não era a primeira vez que me encontrava numa situação assim, que tinha medo de perder alguém importante para mim, então... Porque seria que me sentia daquela forma?

    O dia seguinte estava chuvoso. Odiava dias assim. Mas, pelo menos, tinha tido uma boa noite de sono. De pequeno-almoço tomado, dirigi-me para a escola com esperança de que o Miles lá aparecesse, que se tivesse esquecido de alguma coisa no cacifo e voltasse para a buscar e, posteriormente, me contasse todos os detalhes da sua viagem.
    Infelizmente e independentemente das minhas esperanças, o primeiro aviso do dia por parte do nosso professor foi exatamente aquilo que a Liz me tinha dito. Que o Miles iria emigrar e devido a tudo aquilo de que precisa tratar, não ia voltar a aparecer na escola e, por incrível que pareça, nem o nosso professor foi capaz de nos dar detalhes acerca do país para onde ele ia ou quando partia.
    Sentia-me derrotada. Todos na sala começaram a olhar para mim, e o burburinho era geral. Todos conseguiam ver pela minha cara que estava incrivelmente triste com tudo isto. Até acredito que alguns deles estivessem preocupados comigo.

    Assim que a primeira aula do dia terminou, dirigi-me ao meu cacifo. Não queria estar ali e decidi que não o ia fazer, precisava de descansar e digerir toda esta situação para finalmente me sentir preparada para voltar à escola e aceitar esta nova realidade. Então, fui até ao meu cacifo com o intuito de ir buscar o meu casaco impermeável, pois a chuva ainda não tinha parado. Abri a porta do meu cacifo e, para meu espanto, uma carta caiu-me aos pés. Estranhei tudo aquilo, tinha a certeza de que não tinha lá deixado nenhum papel. O que estaria aquilo ali a fazer?
    Foi com choque que peguei na carta, a abri e li o seu conteúdo:

    Hey Caitlin, é o Miles.
    Sei que isto pode parecer estranho e provavelmente já sabes mas... eu vou mudar-me para o estrangeiro. Não sei por quanto tempo será, mas sei que não será pouco então... acho que vais ter de aprender a viver sem mim, haha. Já não vais ter de me aturar mais!
    Bem, suponho que este não seja o melhor momento para piadas, não é verdade?
    Provavelmente estás incrivelmente chateada comigo neste momento, porque não te disse pessoalmente que me ia embora e fiz-te saber por outra pessoa. Mas a verdade é que... não fui capaz.
    Não fui capaz de te dizer isto pessoalmente, espero que me perdoes. Sei que sou um cobarde por não o ter feito e não o nego, mas espero que mesmo assim, me possas perdoar.
    A verdade é que, apesar de toda a confiança que tenho em ti, apesar de todos os momentos que passámos juntos não fui capaz de te contar isto porque... porque te amo, Caitlin.
    Isto pode parecer tudo muito repentino para ti mas... a verdade é que não o é. Já sinto isto por ti há bastante tempo. Mesmo. No entanto, e para mostrar mais uma vez a minha cobardia, nunca fui capaz de to dizer pessoalmente, por medo, receio de que os meus sentimentos não fossem correspondidos e estragassem tudo o que temos de bom, a nossa amizade.
    Conhecendo-te como conheço, sei que neste momento deves estar com vontade de me dar um estalo e perguntar porque nunca te disse mais cedo. Mas a verdade é que a nossa amizade era suficiente para mim, para me fazer sorrir todos os dias. De facto, se havia alguma coisa que me fazia feliz, era a nossa amizade, a possibilidade de te ver feliz, de ver o teu belo sorriso. E se não o vou ver durante um bom tempo, pelo menos espero que depois de tudo o que te fiz passar, sejas capaz de arranjar um lugar no teu coração para me perdoares e manteres a nossa amizade, até ao dia em que regressar.
    Até mais, Caitlin.
                                    Miles.


    Senti lágrimas a percorrerem a minha face, caindo em cima da letra descuidada do Miles e esborratando o conteúdo da carta. Como tinha sido ele capaz de me esconder tal coisa durante todo este tempo?
    Tinha de fazer alguma coisa.
    Agarrei a carta com todas as minhas forças, limpei as lágrimas que pareciam não quererem parar de cair, e comecei a correr com todas as minhas forças em direção à casa do Miles.
    A verdade é que preferia ter sabido de tal coisa muito mais cedo e claro, pessoalmente. Mas ao mesmo tempo, aquela carta tinha-me dado as forças de que necessitava para agir. Sabia que estava a chover, que ainda era um caminho um tanto quanto grande até à casa dele, mas nada disso importava naquele momento. Não. Contando que o pudesse ver.
    As nossas casas não eram muito longe uma da outra, o que facilitava a tarefa de lá chegar. Conhecia muitos atalhos e por isso, consegui chegar a casa dele rapidamente.
    Assim que cheguei, toquei freneticamente à campainha, com esperanças de que o rosto da pessoa que me iria abrir a porta seria o do Miles, esperanças de que iria poder falar com ele uma vez mais antes de partir. Esperanças essas que se desvaneceram assim que vi o rosto da tia do Miles.
    Ela estava visivelmente preocupada, pois olhava para mim em choque. Ficou surpreendida por me ver assim, claramente cansada de todo o caminho que tinha percorrido, e completamente encharcada. Foi com uma voz meiga e calma que a tia do Miles se ofereceu para me deixar entrar, secar as minhas roupas e beber um pouco de chá. Mas nada disso importava naquele momento, apenas o Miles importava.
    Ofegante, fui capaz de lhe perguntar onde ele estava, se já tinha partido, ao que ela me respondeu:
- Ele está no aeroporto mais próximo à espera do avião, não tarda nada irá partir. Tenho muita pena mas... acho que não vais conseguir chegar a tempo.
    Pronunciei um “obrigada” e voltei à minha corrida, desta vez o destino era o aeroporto. Não importava se o avião estava quase a chegar. Se existia a mínima possibilidade de o ver, então eu não a ia deitar a perder.
    Ao percorrer aquelas longas ruas, avistei um táxi. Felizmente não teria de ir até ao aeroporto a pé. Talvez assim tivesse alguma hipótese.
    O taxista olhou para mim e para o meu estado lastimável em choque, mas fez o seu trabalho. Pedi-lhe que me levasse ao aeroporto mais próximo o mais rápido possível, era uma emergência.
    Enquanto fazia o meu caminho em direção ao aeroporto, passei por imensas ruas onde já estivera antes. Ruas onde nunca mais poderei passear com o Miles, ruas que me eram importantes pelas belas memórias que guardavam. Avistei lugares onde passei momentos muito divertidos e importantes da minha vida, que se tornaram ainda mais marcantes pela companhia do Miles. Tudo era imensamente melhor com ele. Sabia disso. Sempre soube. Só nunca tinha sido capaz de o admitir.
   
    Assim que saí do táxi que me tinha deixado exatamente à porta do aeroporto, voltei a correr com todas as minhas forças. Entrei, olhei rapidamente para os ecrãs, à procura do local de partida do avião do Miles, até constatar que não sabia para onde ele ia. Esforcei-me para manter a calma e pensar no que fazer. Não ia percorrer todo o aeroporto a correr loucamente à procura dele, não. Isso não teria bom resultado. Decidi então perguntar aos seguranças se o tinham visto. O Miles era um rapaz com uma aparência que de facto saltava à vista. Tinha cabelo castanho cor de avelã, verdadeiramente bonito. Uns olhos verdes belos e brilhantes que contrastavam com o tom moreno da sua pele.
    Inicialmente, não tive muita sorte. Nenhum segurança do lado este do aeroporto o tinha visto, por isso, corri rapidamente para o lado oeste. Ele tinha de estar lá.
    Assim que cheguei perto dos locais de partida correspondentes ao lado oeste do aeroporto, avistei-o.
    Lá estava ele, sentado, a esperar pacientemente pelo avião que o levaria para longe de mim. Vestia uma sweat-shirt vermelha, umas calças de ganga e uns ténis igualmente vermelhos. Tinha o mesmo ar descontraído de sempre. Era mesmo o Miles.
    Aproximei-me dele calmamente. Sentia os meus batimentos cardíacos e respiração acelerados, à medida que me aproximava dele. Ele não demonstrava qualquer evidência de saber que eu estava ali, pois olhava atentamente para o lado contrário a onde me encontrava. Cheguei-me cada vez mais perto dele, até ficar frente a frente com ele. Dei-lhe um estalo.
    Os seus olhos verdes encontraram-se com os meus. Mostravam-se surpresos, não estavam à espera daquele estalo, nem de me ver ali.
    O Miles olhou para mim, espantado. Reparou no quanto encharcada estava, e no quanto deveria ter frio. Estava surpreendido por ali estar, mas principalmente pelo estado em que me encontrava. Foi então que lágrimas começaram a cair pelo meu rosto, enquanto perguntava, entre soluços:
- Porque é que não me disseste mais cedo? PORQUÊ?
    Confrontei-o, observando atentamente o seu olhar. Não estava à espera que o facto de ir mudar de país me tivesse causado tamanha dor. Percebera ainda que provavelmente tinha vindo o caminho todo a correr só para o ver, mesmo com aquela chuva. Também não estava à espera de tal coisa. Pediu-me desculpa.
- Não quero desculpas, Miles! Só queria a verdade! Apenas e só a verdade! Como pudeste esconder-me os teus sentimentos durante todo este tempo? Como? E ainda me ias deixar sozinha sem nem ao menos te despedires? - balbuciei.
    Foi então que, para minha surpresa, os seus grandes e musculados braços me envolveram num abraço meigo e caloroso. Acariciou-me os cabelos molhados como tanto eu gostava, e permitiu-me chorar nos seus braços até não sobrar nem uma lágrima.
    Assim que terminei de chorar, o Miles largou-me, ficou frente a frente comigo e, colocando as suas mãos nos meus ombros, disse:
- Tudo o que queria evitar era isto, e olha no que deu! - ficou sério, até diria que um pouco triste, e continuou – Apesar de tudo, o meu maior medo era magoar-te, Caitlin. Era tudo aquilo que não queria, que ficasses magoada. Mesmo não querendo isso, não o pude impedir e não sabes o quão triste fico por isso, principalmente porque a razão de tal coisa foi a minha cobardia. Perdoa-me – fez uma pausa, como que pensando no que ia dizer a seguir, e continuou – Expliquei-te tudo na carta. Sabes porque não te disse nada. Foi estúpido por não o ter feito, eu sei. Mas a verdade é que depois disso, achei que ias ficar realmente chateada comigo e no entanto, aqui estás tu. Toda molhada e cansada, imagino que tenhas andado imenso, tudo isso debaixo desta chuva! Obrigado. Só te quero agradecer por tudo. Por tudo o que passámos e por teres feito tudo isto só para me ver. Obrigado, Caitlin – esboçou um sorriso.
    Lá estava ele. O meu sorriso preferido em todo o mundo. O sorriso da pessoa que mais amava neste mundo.
- Foste um estúpido – respondi-lhe, de forma amarga – Foste um estúpido e um cobarde. Por não me teres contado acerca dos teus sentimentos nem da viagem. Devias tê-lo feito. Achavas que tal coisa ia arruinar a nossa amizade? Nunca! Principalmente não quando sinto o mesmo.
    O Miles olhou para mim espantado. Não estava à espera que dissesse tal coisa.
- Não sei como nunca percebi aquilo que realmente sentia por ti durante todo este tempo. Mas a verdade é que depois de receber a notícia de que te ias embora, senti-me perdida. Não podia perder alguém tão importante para mim. Não te posso perder, Miles – disse, olhando-o nos olhos.
    Ele olhou para mim, com a calma habitual dele, e respondeu:
- Isso não vai acontecer. Tu nunca, mas nunca me vais perder, estás a ouvir? É uma promessa – afirmou, colocando a sua grande mão em cima da minha cabeça e baixando-se, para que os nossos olhos ficassem ao mesmo nível – Temo que agora não haja nada a fazer em relação à viagem, terei mesmo de ir. Aquilo que mais me deixa triste nisto é deixar-te para trás, mesmo que vá fazer esta viagem para seguir o meu sonho. Mas é por ti que me vou esforçar e dedicar ao máximo, para que o possa cumprir o mais depressa possível e voltar para te ver – colocou a sua mão livre à minha frente, dando a impressão de querer fazer a promessa do mindinho – Pois vamos prometer que, assim que ambos consigamos concretizar os nossos sonhos, vamos voltar a ver-nos e aí, nada nos irá separar. Combinado?
    Olhei-o nos olhos. Estava feliz que sentisse o mesmo por ele. Tinha um amor correspondido. Estava sério quanto ao seu sonho e queria realizá-lo o quanto antes para que nos pudéssemos voltar a ver. Era este o Miles que conhecia, decidido e determinado. Era este o Miles que amava.
    Entrelacei o meu dedo mindinho no dele, esbocei o meu maior sorriso e gritei, feliz:
- Combinado!

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Qui Ago 04, 2016 12:07 pm

Ai, que lindo. Sério, achei muito bonita a história. Muito fofa, triste e emocionante. Gostaria de poder ver o encontro deles depois dessa viagem, mas é uma One shot T.T Enfim, eu adorei. Agora anseio ainda mais pela sua fic nova *U*

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Qui Ago 04, 2016 3:26 pm

Aww obrigada! <3
Sim, tenho pena mas é só mesmo uma one-shot. Eu até gosto bastante dela então também não quero fazer assim continuação ou isso porque isto foi apenas uma ideia que me surgiu de repente e não quero estragar a história fazendo uma continuação xD
De qualquer das formas, fico muito muito feliz que tenhas gostado!!
Quanto à fic nova, já a comecei a escrever! \o/ finalmente xD mas o motivo pelo qual estou a demorar mais tempo com esta fic, é porque quero que ela seja bem planeada para a conseguir escrever do início ao fim e não ficar sem inspiração. Claro que devo ficar uma ou outra vez mas pelo menos não quero ficar sem inspiração ao ponto de ficar desmotivada, que foi um pouco o que aconteceu com a Hontou no Kimochi.
Mas por falar nela, talvez um dia a reescreva!

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Qui Ago 04, 2016 6:04 pm

Já tive fics em que ficava sem inspiração bem no meio da história por ter surgido uma ideia para uma outra fic. -.- Mas milagrosamente, conseguia deixar a ideia de canto para planejá-la depois e continuava a outra que já estava no meio do caminho. Geralmente, pra eu conseguir ter uma ideia de como continuar, tentava vivenciar a história em si XD meio complicado, mas sempre dá certo. ^^
Enfim, foi uma ótima história. Que bom que fica feliz com meus comentários <33

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Sex Ago 05, 2016 8:00 am

Não sei como consegues ter tantas ideias, honestamente. Eu quase não tenho xD preciso de uma grande sessão de brain-storming para sequer me surgir uma pequenina ideia!
Sim, antes de começar a escrever esta minha nova fanfic eu li muitas coisas acerca de escrita (e ainda ando a ler), e um dos conselhos que davam para se continuar uma história é colocares-te no lugar dos personagens e deixar que sejam eles a conduzir a história, diz que resulta sempre.
Obrigada!! <3

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Sex Ago 05, 2016 10:06 am

Nem eu sei como tenho tantas ideias. As vezes vem a partir de uma imagem, outras através de um sonho... sou muito estranha. XD Bem, espero pra ler sua fic nova! Enquanto isso, vou postando novos capítulos na minha. Estou tendo ideias pra fazer uma One shot também, mas vou desenvolver melhor e ver se faço mesmo ^^

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MensagemAssunto: Re: [One-shot] A Promessa   Dom Ago 07, 2016 1:36 pm

Pois, às vezes em sonhos surgem coisas boas! Pena que eu quase nunca me lembro dos meus sonhos!
Boa sorte com isso! Vou querer ler se fizeres!!

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[One-shot] A Promessa
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